As Ganhadeiras de Itapuã
Olá comunidade,
Carnaval Passou... 😭😭😭
A Viradouro foi a Escola de Samba Campeã do Grupo Especial, no Rio de Janeiro, com uma temática muito nordestina e cultural.
As ganhadeiras de Itapuã são mulheres que, na beira da Lagoa do Abaeté, meados do final do séc. XIX e início do séc. XX, faziam "lavagem de ganho" (lavando roupas) ou vendiam, com seus balaios, frutas, peixes e quitutes pela cidade.
foto: Ganhadeiras de Itapuã
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A cultura da lavagem de roupa em rios é, ainda, típico de algumas Regiões do Norte e Nordeste, mas, não se restringe, apenas, a essas regiões.
Andar vários quilômetros, cotidianamente, para "pegar água" que servia as atividades de beber, cozinhar, limpar, tomar banho e lavar roupas, era costume. Geralmente, as mulheres se encontravam na beira de rios e lagoas, não só para lavar roupas, mas, também, para compartilhar histórias, aflições, educar crianças. Sendo assim, as margens dos rios tornaram-se, durante muito tempo, espaço de sociabilidade e troca de experiências, o que transcorreu em verdadeira tradição formadora da identidade de certos povos, como a do povo de Itapuã, na Bahia.
Quer saber mais? Dá uma olhadinha na matéria abaixo ⏬
Se preferir, pode assistir o documentário Dirigido por Alice Fernandes, em homenagem as Ganhadeiras de Itapuã, prestada pela Unidos do Viradouro ⏬
Para entender o contexto histórico recomenda-se a leitura:
WISSENBACH, Maria Cristina Cortês. Da escravidão à liberdade: dimensões de uma privacidade possível. In: SEVCENKO, Nicolau. História da vida privada no Brasil 3. República: da Belle Époque à era do Rádio. São Paulo: Companhia das Letras, p. 49-130, 1998.
O livro compila diversos artigos que explicam a trajetória, em 5 volumes, da vida no Brasil colonia até os dias atuais.
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